Sede do Incra é invadida por sem-terra em Belém

Cerca de 200 famílias de agricultores dos municípios de Abaetetuba, Aurora do Pará, Moju, Santa Bárbara, Mãe do Rio, Tomé-Açu, Castanhal e Mosqueiro invadiram e ocupam desde o final da tarde desta segunda-feira a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Belém. As famílias, ligadas à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), protestam contra a morosidade do programa de reforma agrária do governo federal e a má distribuição de recursos do órgão.Elas trouxeram redes, panelas, comida, água e até cachaça, avisando que só deixarão o local quando suas reivindicações forem atendidas. Com bandeiras e cartazes denunciando a lentidão da reforma agrária, os agricultores entregaram à direção do Incra e ao delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário uma pauta com vários pedidos, contendo "reivindicações concretas para a melhoria de vida dos trabalhadores rurais que se julgam prejudicados". Os líderes do movimento dizem na pauta que repudiam a distribuição desigual dos recursos do programa de reforma agrária que estariam sendo carreados para beneficiar apenas trabalhadores ligados a outros movimentos sociais que são os responsáveis pela indicação do superintendente, do Incra, Cristiano Martins. A acusação atinge diretamente a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), principal responsável pela nomeação de Martins. A entidade nega o favorecimento.] Eles também querem velocidade nos processos de desapropriação parados no Incra, construção de estradas para escoamento da produção agrícola, eletrificação e assistências técnica. "Os ribeirinhos que vivem há várias gerações ocupando ilhas do nordeste paraense estão sem nenhuma garantia de permanecerem nas terras", diz o manifesto dos invasores.

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