Sede do Incra é invadida no Pará

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Belém, onde onde os funcionários estão em greve há 17 dias, foi invadida e ocupada por 700 pessoas ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que reivindicam a titulação dos lotes e construção de estradas, poços artesianos e escolas nas áreas de assentamento, ilhas e terras remanescentes de quilombos.O coordenador nacional do MPA, Saul Cândido de Oliveira, disse que os agricultores só deixarão o local se o superintendente do órgão, Roberto Faro, assumir o compromisso de que atenderá às demandas das áreas de assentamento. Oliveira acusa Faro de tratar com descaso os integrantes do movimento. "A gente marca reunião, se desloca com sacrifício para Belém e, quando chega aqui, ele não está no escritório".Segundo Faro, ele nunca se negou em receber os líderes do MPA, justificando que isso ainda não ocorreu devido à greve dos servidores do Incra. "Temos R$ 25,3 milhões prontos para serem aplicados em habitação, crédito e nos convênios para a construção de infra-estrutura nas áreas de assentamento", revelou o superintendente.BloqueioO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fechou e mantém bloqueada há dois dias a BR-158, que liga os municípios de Redenção e Santana do Araguaia, no sul do Pará. Cerca de 200 manifestantes exigem o assentamento de mil famílias na região e distribuição de cestas básicas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.