Secretário reforça segurança pessoal

O secretário de Direitos Humanos e Sistema Penitenciário do Estado do Rio, João Luiz Duboc Pinaud, reforçou a segurança pessoal e a da família, depois que a polícia prendeu dois integrantes da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) que planejavam o seqüestrar para pressionar o governo fluminense a libertar o bandido José Márcio Felício, mais conhecido como "Geléia", chefe do bando, que está no Presídio Bangu 1. A estratégia da quadrilha é a mesma usada há oito meses, quando a filha do diretor da Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba (SP), José Ismael Pedrosa, foi levada pelo grupo. Segundo a polícia, um cativeiro era preparado para abrigar o secretário. O diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), Reginaldo Alves de Pinho, que assumiu o cargo há poucas semanas, também seria alvo dos seqüestradores. Ele intensificou o cuidado com a segurança. Pinaud foi alertado do risco de seqüestro pelo secretário estadual de Segurança Pública do Rio, coronel Josias Quintal, na semana passada, e, imediatamente, aumentou o número de guarda-costas que o acompanham. A Polícia Federal (PF) e a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) monitoravam o grupo desde que eles chegaram de São Paulo. Ednaldo Ribeiro da Silva, de 33 anos, e José Donizete Lucena da Silva, de 24, foram detidos na Ponte Rio-Niterói, há quatro dias. O bando estava com o endereço do secretário, que mora em Niterói, Grande Rio, e foi preso na hora em que Pinaud costuma cruzar a ponte. Também foram presas duas mulheres que serviriam de guia na cidade. Uma delas é acusada de ser cúmplice do traficante Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar". Sérgio Luís Fidélis conseguiu fugir. Fidélis havia liderado uma tentativa de resgate de "Geléia" de uma penitenciária de Curitiba, frustrada pela polícia. Além da liberação de "Geléia" - que foi transferido para o Rio, depois das rebeliões comandandas pelo PCC, em São Paulo, em fevereiro -, a quadrilha exigiria que César Augusto Roriz Silva, mais conhecido como "Cesinha", e Wiliam Fernandes conhecido como "Guri", também fossem soltos. Mesmo antes de saber dos planos para o raptar, o secretário de Direitos Humanos e Sistema Penitenciário havia determinado a transferência dos membros do PCC das unidades prisionais do Estado. Segundo Pinaud, "o Rio já tem muitos problemas" e a presença dos criminosos traz riscos de rebeliões e tentativas de fuga e de rapto. Eles estavam no Rio, a pedido do Ministério da Justiça.

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