Secretário pede política emergencial para os jovens

O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro, defendeu a definição, em caráter emergencial, de uma política voltada para a juventude. O objetivo é criar estratégias para reduzir a violência sobre os jovens e melhorar suas condições de conseguir um emprego. A defesa foi feita durante o Encontro Nacional de Experiências Sociais Inovadoras, em resposta a uma demanda feitas pelas organizações não-governamentais que participam do evento.O primeiro passo para a definição dessa política vai ocorrer dentro de algumas semanas, quando será realizada uma reunião na comunidade Monte Azul, em São Paulo, para discutir o assunto. A idéia de Pinheiro é reunir representantes de diversas áreas do governo federal - além do Ministério da Justiça, Secretaria de Ação Social e Ministério do Trabalho - e de organizações da sociedade civil."O jovem está na linha de tiro da violência e as dificuldades de arrumar emprego são enormes", assinalou o secretário. Ele lembrou um estudo realizado pela Unesco, em parceria com o Ministério da Justiça, que mostra que a faixa etária de 15 a 24 anos lidera as estatísticas de vítimas de homicídio. E do total de jovens que morrem, quase 40% são vítimas de armas de fogo. De acordo com o estudo, no ano de 2000, 17,7 mil jovens foram assassinados no Brasil.A "receita" do secretário para avançar na solução do problema é a criação de políticas compensatórias e afirmativas para os jovens carentes. Mas a idéia ainda será apresentada e discutida. "O jovem da periferia corre mais risco de vida. Ele também tem mais probabilidade de abandonar a escola e tem menos chances de conseguir um emprego."Essa política específica para os jovens, porém, deve se articular com o incentivo ao que ele chamou de "boas práticas" - abrir as escolas nos fins de semana, permitir que a comunidade utilize as quadras esportivas - e ao combate ao narcotráfico. Para tanto, é necessário o envolvimento do governo federal e dos governos estaduais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.