Andre Dusek/Estadão
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Secretário parlamentar de Perrella preso pela PF é exonerado do Senado

Segundo delação de Joesley, o ex-secretário parlamentar recebeu dinheiro da JBS em nome do senador afastado Aécio Neves

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2017 | 07h50

BRASÍLIA - A Diretoria-Geral do Senado Federal exonerou Mendherson Souza Lima do cargo de confiança de secretário parlamentar do gabinete do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). A exoneração foi assinada nesta quinta-feira, 18, e está publicada no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira. Mendherson, que também é cunhado de Perrella, foi preso pela Polícia Federal na Operação Patmos, deflagrada depois da delação de Joesley Batista, um dos donos do Grupo JBS.

De acordo com o delator, o agora ex-secretário parlamentar recebeu dinheiro da JBS em nome do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), também alvo da Patmos. O dinheiro pagaria a defesa de Aécio na Lava Jato. Segundo a PF, foram apreendidos R$ 400 mil em dinheiro na casa de Mendherson.

A Operação Patmos foi deflagrada na quinta-feira, com dois alvos principais: o presidente Michel Temer (PMDB) e Aécio. A operação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. A Patmos fez buscas em endereços de Aécio e prendeu, além de Mendherson, a irmã de Aécio, Andrea Neves, e um primo do tucano. Além disso, um inquérito foi aberto contra o presidente Temer. Tudo em decorrência da delação de Joesley Batista. Entre outras provas, o empresário gravou Temer supostamente dando aval ao pagamento de propinas ao preso e condenado Eduardo Cunha, em troca de seu silêncio. Batista também denunciou que Aécio teria pedido à JBS R$ 2 milhões.

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