Ueslei Marcelino/Reuters
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Secretário executivo assume Esporte interinamente

Após o pedido de demissão do titular, Orlando Silva, em meio à denúncias sobre supostas irregularidades no Ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza ficará à frente da pasta

Tânia Monteiro e Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 20h15

BRASÍLIA - A assessoria do Palácio do Planalto informou que o secretário executivo do Ministério do Esporte, Waldemar Manoel Silva de Souza, assume interinamente a Pasta. O anúncio foi dado logo após a confirmação do próprio ministro Orlando Silva de que estava deixando o cargo.

Durante uma rápida entrevista após a reunião com a presidente Dilma Rousseff, o ministro Orlando Silva se defendeu das acusações de envolvimento em desvio de recursos públicos e revelou que já impetrou ação penal contra os que fizeram as denúncias envolvendo seu nome. "Foram dois criminosos que fugiram hoje de ir ao Congresso", disse Silva numa referência ao policial militar João Dias Ferreira e ao motorista Célio Soares Pereira, que não compareceram nesta quarta-feira, 26, à audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para falar sobre as denúncias de fraude no Programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte.

Ele se mostrou bastante revoltado com o "linchamento" que está sofrendo e com a crise que foi criada. "Não houve, não há e não haverá nenhuma prova contra mim", disse.

"Não é possível jogar cinco anos de trabalho na lata do lixo. Fora do governo, posso defender mais o governo e o meu partido. Por isso tomei essa decisão, espero que todas as medidas que tomei, insisto, eu propus as apurações, porque me interessa que tudo fique claro", disse Orlando Silva, acrescentando que a verdade estará com ele.

O ex-ministro esperou cerca de 40 minutos para se reunir finalmente com a presidente Dilma Rousseff. A conversa com a presidente foi rápida, apesar de o ministro ter relatado que a reunião teve dois momentos. O primeiro, no qual foi feito um balanço dos cinco anos dele à frente do ministério, e o segundo, quando ele colocou a decisão de se afastar do cargo.

 

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