Secretário e delegados se recusam a dar explicações

Conversas mostram lobby de Tuma Jr. para favorecer 'genro' em concurso da Polícia Civil

O Estado de S. Paulo

06 Maio 2010 | 08h01

Estado tentou falar com Tuma Jr. na quarta-feira, 5, mas ele se negou a dar explicações. A reportagem também procurou os delegados Antônio Carlos Torres e Adilson Pinto. Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, Torres afirmou "não se lembrar dos exatos termos da conversa" com o auxiliar de Tuma Júnior. Disse ainda não saber se o genro do secretário foi aprovado. A assessoria afirmou não ter localizado o diretor da Academia de Polícia, Adilson Pinto. O concurso, realizado ano passado, era destinado ao preenchimento de 864 vagas de escrivão e 1.449 vagas de investigador.

 

Os diálogos foram interceptados durante investigação da Polícia Federal que deu origem à operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009. Na quarta-feira, 5, o Estado revelou que diálogos e e-mails interceptados durante seis meses da investigação apontaram ligações de Tuma Júnior com Li Kwok Kwen, também conhecido como Paulo Li, apontado pela PF como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

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