Secretário do Ministério do Trabalho depõe à PF

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paulo Roberto dos Santos Pinto, foi conduzido nesta segunda-feira, 9, de forma coercitiva pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre suspeitas de irregularidades em convênios da Pasta com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de Minas Gerais. A ação faz parte da Operação Esopo, deflagrada hoje pela Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União.

FÁBIO FABRINI, Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 12h33

Segundo a assessoria do ministério, o secretário-executivo já foi liberado e trabalha normalmente. Paulo Roberto dos Santos Pinto é o segundo na hierarquia do ministério, ficando atrás apenas do ministro.

Agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do MTE. Chegaram por volta das 7 horas e fecharam o terceiro andar, na Secretaria de Políticas de Empregos. Três horas depois, saíram portando documentos para a investigação.

O delegado da Polícia Federal, Eduardo Izel, responsável pela ação, não forneceu detalhes sobre as investigações. O Ministério do Trabalho diz que aguarda o pronunciamento da PF para se manifestar. Há informação de que outros dois servidores da Pasta também estão sendo investigados.

Operação Esopo

A Operação Esopo apura indícios de prática de diversos crimes, incluindo fraude à licitação, corrupção, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, entre outros pontos. Estão sendo cumpridos 31 mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensão em empresas, órgãos públicos e residências dos suspeitos. As ações ocorrem simultaneamente nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, além do Distrito Federal.

Na semana passada, oito pessoas foram presas na "Operação Pronto Emprego", que investiga desvio de R$ 18 milhões em convênio do MTE. O Ministério do Trabalho emitiu nota informando que "determinou a suspensão de repasses de recursos financeiros à entidade investigada e a abertura de auditoria nos convênios", entre outras medidas.

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