Secretário defende plano de segurança

O secretário nacional de Segurança Pública, Pedro Alvarenga, disse hoje que o governo federal está atento ao problema da violência que vem assolando o País nos últimos tempos e está trabalhando no sentido de conter essa onda de criminalidade. Segundo ele, a cada dia está sendo intensificado o apoio e a parceria junto aos governos estaduais, citando, como exemplo, o caso de São Paulo, quando o governador Geraldo Alckmin esteve recentemente em Brasília conversando com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista à Rádio Eldorado AM-SP, o secretário lembrou também a importância da integração das polícias e que o governo federal já encaminhou uma série de propostas para o Congresso Nacional. "O que nós devemos observar é que, na parte do Plano Nacional de Segurança Pública, há um grande investimento na área de formação e treinamento das instituições, no reaparelhamento das polícias, mas uma primordial atenção está sendo dada à capacitação da força policial, com investimento na área de inteligência da segurança e de equipamentos específicos para as delegacias especializadas".Pedro Alvarenga destacou, ao mesmo tempo, a parceria que deve existir junto à mídia no sentido de revalorizar os policiais e resgatar sua auto-estima e uma parceria muito grande das instituições com a sociedade como um todo. "Nós temos um investimento muito grande sendo realizado na área da polícia comunitária, onde você tem o policial próximo dos cidadãos, temos os comitês e os conselhos municipais de segurança". O secretário declarou também que, na verdade, o que está havendo é uma mudança de comportamento e que não é com o ´imediatismo´ - uma característica do povo brasileiro - que se vai modificar a situação. Por isso, reafirmou que o governo está muito atento ao problema e que vem desenvolvendo esforços junto às administrações estaduais.O secretário demonstrou irritação ao se referir às pessoas que criticam o Plano Nacional de Segurança dizendo que até agora a iniciativa não saiu do papel. "O plano saiu, sim, do papel. Agora, as pessoas precisam entender que ele é feito de parcerias, não cabendo responsabilidade apenas ao Ministério da Justiça, é um grupo de parceiros. Nós temos aí o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, é uma aglutinação de forças".

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