Philippe Lima / Governo RJ
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Secretário de saúde do Rio é afastado do cargo em meio a denúncias de fraude

Colaboradores próximos a Edmar Santos foram citados em investigação de compra de respiradores; Estado é o 2º mais afetado por coronavírus

Márcio Dolzan e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2020 | 22h07

RIO – O secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos, foi afastado do cargo neste domingo, 17. A exoneração ocorre enquanto o Estado ocupa a segunda posição entre os mais afetados do país pela epidemia de covid-19

A decisão do afastamento em meio à pandemia foi motivada por denúncias de fraudes na licitação para a compra de respiradores no valor de R$ 3,9 milhões. O nome de Santos não foi citado na investigação, mas o de colaboradores muito próximos. O diretor do Hospital Gafree Guinle, Fernando Ferry, será o novo secretário.

De acordo com números divulgados neste domingo, o Rio tem um total de 22.238 casos de covid-19 e 2,715 mortes. 

Como parte da operação “Favorito”, que investiga desvios em contratos na área de saúde, o Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil do Rio prenderam no início do mês o ex-subsecretário de Saude Gabirell Neves, além de Gustavo Borges da Silva, Aurino Batista de Souza Filho e Cinthya Silva Newmann. Os quatro são suspeitos de ter obtido vantagens financeiras na compra emergencial de respiradores para pacientes de covid-19.

Na última quinta-feira, a operação também prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo, e o empresário Mário Peixoto. O empresário seria o responsável pelo fornecimento de respiradores para os hospitais de campanha montados emergencialmente para atender aos pacientes de covid-19. Braço direito de Witzel, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, citado em um grampo da operação Favorito, também estaria para ser exonerado do cargo.

“Apoio as investigações que estão sendo realizadas pelos órgãos de controle e que estão identificando irregularidades”, escreveu o governador, Wilson Witzel, em uma rede social, na última quinta-feira, 14. “É inadmissível que pessoas queiram cometer ilícitos, principalmente neste momento de pandemia e de luta pela vida de milhões de pessoas.”

De acordo com comunicado oficial do governo do estado, Santos foi exonerado “por falhas na gestão de infraestrutura dos hospitais de campanha para atender as vítimas da covid-19”. Ainda segundo o comunicado, “Santos seguirá auxiliando o Estado e vai dirigir uma comissão de notáveis no enfrentamento à pandemia do coronavírus”.

O novo secretário de saúde será o médico Fernando Ferry, diretor do Hospital Universitário Gafrée Guinle, da Unirio. Clínico-geral e especialista em Aids, Ferry é professor associado de Clínica Médica e Aids da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Ferry é graduado pelaUniversidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ e foi professor de Histologia e Embriologia na Universidade Gama Filho, na Universidade de Barra Mansa e na UFRJ.

O novo secretário também é graduado em Medicina Veterinária e Técnica Agropecuária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ele é doutor e mestre em Parasitologia Veterinária também pela UFRRJ. 

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