Secretário de Minas e Energia não comenta caso Real Grandeza

Lobão pediu que Zimmermann o substiuísse em entrevista; ministro é favorável à mudança na diretoria do fundo

Leonardo Goy, da Agência Estado

26 de fevereiro de 2009 | 14h34

Durante toda a entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, evitou responder perguntas sobre a pressão política para a troca no comando do fundo de pensão Real Grandeza, dos funcionários de Furnas. Nas diversas vezes em que foi questionado sobre o assunto, Zimmermann respondeu que não está tratando desse tema.   Veja também:  Contra trabalhadores, PMDB tenta assumir fundo de pensão de Furnas   Escândalo do mensalão derrubou diretoria em 2005    O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que participou do evento de assinatura dos contratos no Rio Madeira, não falou com a imprensa e solicitou a Zimmermann que o representasse na entrevista. Lobão é favorável à mudança na diretoria do fundo, mas ontem, depois de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve que acatar a determinação do presidente de adiar a reunião do conselho deliberativo do fundo, que discutiria o assunto.   Em breve discurso na cerimônia desta manhã, no Palácio do Planalto, fechada à imprensa, mas transmitida pelo circuito interno, Lobão voltou a afirmar que o Brasil não terá problemas com o abastecimento de energia elétrica e disse que "os arautos do pessimismo, anunciadores de fatos negativos, perderam o emprego e perderam a voz". Lobão não mencionou quem seriam os "arautos" a que se referia. Mas no início do ano passado houve polêmica dentro do governo, por conta das declarações do então diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, de que apesar de pouco provável, não seria impossível o País sofrer um novo apagão. Kelman deixou o cargo no ano passado.

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