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Secretário de Energia dos EUA se reúne com ministros brasileiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Spencer Abraham, terá encontros nesta segunda-feira com três ministros brasileiros. Convidado há nove meses para essa visita pela ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, Abraham seguirá uma agenda oficialmente concentrada na cooperação bilateral na área energética. Mas sua estada de apenas um dia no Brasil terá a sombra da polêmica gerada pela intransigência do governo brasileiro em aceitar inspeções mais detalhadas nas suas plantas de enriquecimento de urânio e em usinas nucleares.Na quarta-feira passada, em visita a Brasília, o secretário-adjunto de Estado para Assuntos de Não-Proliferação de Armas Nucleares, John Wolf, deixara o recado de que Washington está ciente do compromisso do Brasil com o uso pacífico da tecnologia nuclear. Não teriam, portanto, preocupações com o programa brasileiro. Entretanto, governos europeus têm manifestado discretamente sua insatisfação com o fato de o Brasil rejeitar a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não-Proliferação (TNP), que permitiria as inspeções mais intrusivas em todas as plantas e reatores nucleares do País e que daria mais transparência ao programa brasileiro.Abraham deverá se encontrar com Rousseff e com o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos. O chanceler Celso Amorim o receberá para um almoço no Itamaraty e, em princípio, não teria com ele uma conversa reservada. Sua presença no País é um desdobramento da ampliação do acordo de 1997 de cooperação Brasil-Estados Unidos na área energética. Desde a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu colega americano, George W. Bush, em julho passado, as relações entre os dois governos nesse campo foram as que mais avançaram.Do ponto de vista técnico, a visita deverá se concentrar em questões como a economia de hidrogênio e o setor do gás. Na semana passada, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou uma nota na qual aponta também o investimento no setor energético, as metas de seqüestro de carbono, a modernização da eletricidade e a segurança na prospecção offshore como temas de interesse mútuo. A polêmica sobre as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no Brasil não constam da pauta.

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