Secretário de comunicação do PT pede julgamento de mensalão mineiro

Para o deputado André Vargas, tentativa de Jefferson de envolver Lula no mensalão é para 'chamar atenção para o outro lado'

Daiene Cardoso - Agência Estado,

15 de agosto de 2012 | 14h20

São Paulo, 15 - O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), cobrou nesta quarta-feira, 15, a mesma celeridade da justiça para o julgamento do chamado mensalão mineiro. "O valerioduto de Minas Gerais não foi julgado ainda. O Eduardo Azeredo (atual senador pelo PSDB mineiro) está belo e formoso. Por que está sendo julgado este (o que envolve o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e petistas) e o outro não?", questionou, ao participar nesta manhã da sessão de fotos que Lula faz com candidatos à prefeitura do PT e partidos coligados de cidades com até 150 mil eleitores de São Paulo.

Para o petista, os advogados dos réus estão conseguindo comprovar a tese de caixa 2 e o pagamento de dívidas de campanha com recursos não públicos, sustentados até agora nas defesas apresentadas no julgamento que está ocorrendo no Supremo Tribunal Federal (STF). "Quem é que consegue provar que houve dinheiro público? Ninguém", considerou.

O deputado disse também que Lula não comentou, nesta manhã, a estratégia da defesa de Roberto Jefferson (PTB) de tentar envolver o seu nome no esquema. "O cara pode falar a besteira que quiser. É a estratégia de chamar a atenção para o outro lado", disse. Vargas saiu também em defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a quem se referiu como aguerrido e como importante liderança nacional da legenda. "José Dirceu nunca se escondeu debaixo da cama."

Na opinião do secretário de Comunicação do PT, o mensalão é apenas uma denúncia que partiu "de um malandro que não quis cair sozinho". "É uma ilação que foi feita por um malandro que foi flagrado operando um esquema", avaliou. Ele criticou também a pressão para a condenação dos réus no STF. "A impressão que dá é que se o Supremo condenar (os réus) é absolvido (do julgamento popular), se absolver ele é condenado."

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