Secretário da Segurança mantém ´Lei Seca´ em São Paulo

O Secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, decidiu manter a "Lei Seca" no próximo domingo, dia da eleição, mas reduziu em três horas a vigência da proibição, em relação à eleição de 2002. Neste ano fica proibida a venda de bebidas durante o período de votação, das 8 às 17 horas. Na eleição presidencial a Lei Seca vigorou das 7 às 19 horas.A adoção da chamada "Lei Seca" foi decidida hoje em reunião entre o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Álvaro Lazzarini, e o secretário. A proibição da comercialização de bebidas alcoólicas é um ato do secretário da Segurança. Ele emite uma resolução a partir de um pedido do TRE-SP. Neste ano, o presidente do TRE enviou ofício ao secretário, no qual argumentou que não havia necessidade de expedir a resolução. Segundo Lazzarini, a cada caso concreto a Polícia do Estado de São Paulo estará apta a preservar a ordem pública, se violada.Procurada inicialmente pela reportagem do Portal Estadão.com.br, a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança não soube informar o motivo que levou o secretário Saulo de Abreu a manter a proibição. Mais tarde, a assessoria informou que a explicação estava no site da secretaria. "Se liberássemos o álcool, muitas pessoas não teriam discernimento para agir e poderiam levar uma garrafa de bebida alcoólica na hora de votar, o que não é adequado. Por isso, a norma facilitará o trabalho policial e eleitoral?, disse Saulo de Castro por meio do site.

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