Secretário da Saúde de Marta é investigado por crime eleitoral

O Ministério Público instaurou hoje um procedimento investigatório para apurar se o secretário municipal de Saúde, Gonzalo Vecina Neto, cometeu crime eleitoral ao chamar a imprensa em seu gabinete, ontem, para ?vender? o projeto CEU Saúde, principal bandeira da campanha à reeleição da prefeita Marta Suplicy (PT). A primeira medida a ser tomada pela Promotoria será a convocação de Vecina para depoimento, o que deve ocorrer nos próximos dias.?Em dois dias enviamos o ofício e, provavelmente, até o dia 9, ele será ouvido?, afirmou o promotor de Justiça Saad Mazloum. ?Esse procedimento preliminar servirá para colher mais elementos e verificar se o que houve configura infração eleitoral?, disse. ?Em princípio, há indícios?.O artigo 73 da Lei 9.504, que define as regras para as eleições, proíbe agentes públicos de ?ceder ou usar em benefício de candidato, partido ou coligação, bens móveis ou imóveis? da administração direta ou indireta. Também é vedado a ?servidor público ou empregado da administração? oferecer ?seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal?.O secretário negou ontem que a apresentação do projeto à imprensa tenha tido uma abordagem eleitoreira, justificando que o projeto do CEU Saúde está sendo elaborado pela Prefeitura desde agosto do ano passado. Em abril, Vecina foi condenado a pagar multa por enviar, pela internet, mensagem aos servidores da saúde pedindo votos para Marta em dezembro de 2003. O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral, que ainda não se manifestou.Segundo Mazloum, somente após ouvir o secretário, a Promotoria Eleitoral decidirá se entrará na Justiça Eleitoral com uma representação contra Vecina. Se isso se confirmar, o promotor não descartou a hipótese de responsabilizar também Marta Suplicy.

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