Secretário da Justiça ameaça excluir invasores

O Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Edson Luiz Vismona disse ontem que poderá determinar a exclusão das famílias usadas pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) nas invasões de fazendas já adquiridas pelo Estado, do cadastro de candidatos ao recebimento de lotes da reforma agrária. A posição do secretário refere-se às invasões das fazendas Porto X, em Teodoro Sampaio, e Guaná-Mirim, em Euclides da Cunha, por certa de 180 famílias - 30 na primeira e 150 na segunda -, ligadas ao MST do Pontal do Paranapanema. As propriedades, localizadas em áreas consideradas devolutas, foram recentemente negociadas pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) que, mediante a indenização das benfeitorias, deverá assumi-las para implantar novos assentamentos. A decisão de invadir as fazendas foi adotada como estratégia do MST para garantir o assentamento prioritário das famílias ligadas ao movimento. A ação havia sido anunciada há mais de um mês pelo coordenador regional do MST no Pontal, Cledson Mendes. Nenhum dirigente do movimento foi localizado para falar a respeito.Vismona classificou as invasões das fazendas como "um retrocesso no processo de assentamento" e acusou a liderança do MST de estar enganando as famílias ao prometer que, ocupando as áreas, elas terão prioridade na contemplação de lotes. " Não vamos aceitar que o MST atue como fura-fila pois este não é um jogo de espertos", disse.

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