Secretário confirma 11 mortos em rebeliões

O secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, confirmou, esta manhã, em entrevista à TV Globo, que 11 pessoas morreram na maior rebelião da história do sistema carcerário do País. Segundo ele, três presos morreram na Casa de Detenção de São Paulo, um na Penitenciária do Estado, ambas no complexo do Carandiru, zona norte de São Paulo. Dois detentos morreram na cadeia do Belém (zona leste) e outros cinco no município de Franco da Rocha. Furukawa estima que, até o meio-dia de hoje, a situação pode estar totalmente controlada nos 11 estabelecimentos penais que ainda estão sob o domínio dos presos. Nas outras 16 penitenciárias, os rebelados já foram dominados pela Polícia Militar.Nagashi Furukawa disse ainda que a explicação para a entrada de celulares nos presídios - que possibilitaram a organização dos presos - pode ser atribuída a revistas mal-feitas ou à conivência de funcionários. De acordo com o secretário, o governo de SP já tinha conhecimento da ação de facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e por isso foram tomadas as providências para isolar estes grupos, sobretudo as lideranças. O secretário admitiu que a reação contra a transferência dos líderes do PCC para Taubaté, na sexta-feira, já era esperada, mas não se imaginava que o problema poderia tomar tal dimensão.

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