Secretário atribui reprovação a economia fraca

Governo da Bahia está sob comando do PT desde 2007

MURILO RODRIGUES ALVES, ENVIADO ESPECIAL / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2015 | 11h53

O governo da Bahia, sob comando do PT desde 2007, aponta a situação econômica como responsável pela queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff no Estado. "É preciso resolver o problema da crise política, que agravou a situação da economia do Estado. O mercado de trabalho sofreu um baque e isso atinge a popularidade de qualquer governante", diz Álvaro Gomes, secretário do Trabalho e Emprego do Estado. Ele diz que a taxa de desemprego na região metropolitana de Salvador, de 11,3%, embora seja a maior do País, não chega ao nível da registrada em 2002, antes de o PT chegar ao Planalto (segundo o IBGE, são cinco pontos porcentuais de diferença).

Integrante do movimento sindical dos bancários, Gomes acredita que o programa lançado agora pelo governo federal para preservar o emprego vai estancar o aumento de demissões. "O PPE (Programa de Proteção ao Emprego) vai dar um fôlego no Estado", diz. Além disso, segundo o secretário, as obras de extensão de 43 quilômetros do metrô de Salvador vão contribuir para a geração de vagas nos próximos meses.

O PT está no terceiro mandato consecutivo na Bahia. Rui Costa assumiu neste ano, após duas gestões do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner. Antes dele, os quatro últimos governadores eram ligados ao antigo PFL: Antônio Carlos Magalhães, César Borges e Paulo Souto (por duas vezes). Souto não se elegeu pelo DEM em 2014, mas ACM Neto se tornou prefeito de Salvador contra o PT.

"O governo federal trancou o cofre e deixou todo mundo sem dinheiro", diz o chefe da Casa Civil de ACM Neto, Luiz Antônio Vasconcellos Carreira. "Os eleitores sentem no bolso que foram enganados." Segundo ele, a administração municipal tenta "amenizar" a crise que provocou o aumento de demissões no Estado, especialmente na região metropolitana.

A recessão, afirma, é consequência da "redução gritante" dos investimentos do governo federal, do "descontrole" da inflação e da crise institucional provocada pela Lava Jato, "que paralisou não só Salvador, a Bahia, mas o País". "Não tenho dúvida de que esse quadro vai continuar em 2016", diz.

 

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