Secretariado custeou reeleição do governador de RR

A campanha à reeleição do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), teve como doadores secretários estaduais e empreiteiras que mantêm contratos com o governo. Dos dez nomes que figuram na lista de doadores individuais disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas três não integram o primeiro escalão, mas mantêm ligações com Anchieta. O governador, contudo, diz que não vê ilegalidade nas doações de seus auxiliares nem pretende fazer alterações em sua equipe.

LOIDE GOMES, Agência Estado

04 Dezembro 2010 | 08h13

Entre os três que não são da equipe de Anchieta está Alexander Ladislau Menezes, que é seu advogado e doou R$ 18 mil. Francisco Djalma Brasil de Lima, que contribuiu com R$ 20 mil, administra uma empresa que tem negócios com o Estado, e Elenilza Guerreiro de Brito é mulher do secretário de Saúde, Rodolfo Pereira. Ela colaborou com R$ 3 mil.

Pereira fez sua própria doação, no valor de R$ 14 mil, menos que o secretário-adjunto de Saúde, Alexandre Salomão, que injetou R$ 20 mil. A pasta está atolada em denúncias de descarte de medicamentos dentro do prazo de validade para supostamente permitir novas licitações fraudadas.

Também contribuíram para a reeleição do governador o secretário de Fazenda, Leocádio Vasconcelos (R$ 40 mil); o secretário de Obras, Carlos Wagner Bríglia Rocha (R$ 18 mil); o vice-presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Cláudio Galvão dos Santos (R$ 9 mil); o controlador-geral, Luís Renato Maciel de Melo (R$ 20 mil), e o procurador-geral, Francisco das Chagas Batista (18 mil). Todas as doações foram depositadas em dinheiro na conta da campanha.

Obras do PAC

Das oito empresas, duas realizam obras milionárias em Roraima. A CMT Engenharia fez uma transferência eletrônica de R$ 300 mil. A empreiteira é responsável pela ampliação e modernização do sistema de abastecimento de água de Boa Vista. O contrato com o governo é de aproximadamente R$ 240 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela também toca um trecho das obras de recuperação da BR-174, no valor de R$ 118 milhões, financiada pelo Ministério dos Transportes.

A Via Engenharia fez três transferências, que somam meio milhão de reais. A empresa é responsável pelo segundo trecho de recuperação da BR-174, ao custo de R$ 119 milhões. Nos dois contratos, da Via Engenharia e da CMT, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de sobrepreço.

Outro financiador do tucano é o Banco BMG, cujo nome foi relacionado ao escândalo do mensalão do PT. A instituição fez uma transferência eletrônica no valor de R$ 50 mil. Os principais gastos da campanha, segundo as planilhas do TSE, foram com aluguel de veículos, impressão de materiais de propaganda e pagamento de cabos eleitorais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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