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Secretaria de Políticas para Mulheres denuncia adesivos ofensivos contra Dilma

Montagem com rosto da presidente e corpo de mulher com pernas abertas para ser colada na entrada de tanques de combustíveis de carros vem sendo divulgada pela internet

CAIO RINALDI, ESPECIAL PARA AE, O Estado de S. Paulo

02 de julho de 2015 | 17h45

São Paulo - A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal, à Advocacia Geral da União e ao Ministério da Justiça por causa de adesivos contra a presidente Dilma Rousseff.

O material, que está sendo vendido em sites, coloca o rosto de Dilma na imagem de um corpo de mulher em posição obscena. O adesivo está sendo colado na entrada do tanque de combustível de carros, sugerindo penetração sexual.

Em comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira, 2, a Secretaria classifica o material como "violenta deturpação da imagem da presidente Dilma Rousseff" e solicita que os órgãos adotem diligências para impedir a produção, veiculação, divulgação, comercialização e utilização do material, bem como a apuração de responsabilidades civis e penais dos autores.

A ministra Eleonora Menicucci (PT), no cargo desde fevereiro de 2012, diz que foi surpreendida pelo teor dos adesivos. "Recebi as denúncias com muita indignação. É intolerável o material que violenta a imagem da presidente Dilma. Ele fere a Constituição ao desrespeitar a dignidade de uma cidadã brasileira e da instituição que ela representa", destacou Eleonora.

Segundo a ministra, a responsabilização penal dos autores pleiteada pela Secretaria está de acordo com o papel institucional do órgão. "Esclareço que a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República tem como principal objetivo promover a igualdade entre homens e mulheres e combater todas as formas de preconceito e discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente", enfatizou Eleonora Menicucci.

PT. Mais cedo, o Partido dos Trabalhadores usou sua página no Facebook para condenar o conteúdo dos adesivos e convocou uma campanha contra o que classifica como discriminação de gênero. "Não faça parte dessa campanha de ódio e preconceito. Não é só por Dilma.#ÉPelaDignidadeFeminina."

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