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Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Secretaria de Desenvolvimento Agrário volta a status de ministério em setembro, diz Padilha

O MDA passou a ser a secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e ficou subordinado à Casa Civil; ministro afirma que não haverá custos adicionais

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2016 | 10h22

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta quinta-feira, 11, após participar de Audiência Pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado, que o presidente em exercício, Michel Temer, já definiu que em setembro – após a conclusão do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff – vai recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Na reforma ministerial de Temer, que prometeu cortar pastas, o MDA passou a ser a secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e ficou subordinado à Casa Civil.

Segundo Padilha, ao tomar ciência das pendências e do tamanho das questões que a pasta possui, o presidente Temer decidiu voltar a ideia de ter alguém que vai pensar 24 horas nos temas e “no patamar de ministro”. “Eu tenho tantas ocupações que o tempo para cuidar da secretaria de desenvolvimento agrário não é o que seria indispensável”, justificou. “O presidente disse: tão pronto seja vencida a interinidade que se tenha os estudos para a reimplantação do ministério de Desenvolvimento Agrário.”

O ministro disse ainda que não vê problemas em relação às futuras críticas que virão por mais uma mudança de posição do governo. “Não é mudança de posição, vamos otimizar, não vamos ter nenhum funcionário novo. Não haverá “nenhum centavo a mais de custo” da recriação da pasta”, afirmou.

Segundo Padilha, o nome do atual secretario – José Ricardo Ramos Roseno – é um dos que o governo conta para essa promoção. “Não significa dizer que obrigatoriamente seja esse. Sabemos que a bancada do setor na da câmara tem pretensão de indicar um ministro”, afirmou, sem adiantar para que partido a futuro ministério será entregue.

Impeachment. Questionado se o governo trabalha para tentar acelerar o quanto antes o processo de impeachment de Dilma, Padilha afirmou que “todos os brasileiros gostariam de ter a solução deste impasse imediatamente”. “Estamos há muito tempo vivendo com sentimento de provisoriedade, temos que tornar a coisa definitiva, isso vai dar certeza para todas”, afirmou.

Segundo Padilha, mesmo ainda não sendo confirmado como presidente efetivo, Temer “governa como se fosse governar pela eternidade”. “Ele não pensa em ações que vão terminar no dia x, y ou z”, afirmou. “Há um projeto em andamento para todo mandato e esse projeto ganha mais fôlego a partir da confirmação (de Temer) como presidente.”Padilha disse ainda que pelos cálculos do governo hoje o placar obtido na última fase da votação do impeachment no Senado – de 59 votos a favor da continuidade do processo – “é o piso”. “Podemos chegar a um teto maior, no limite 62 votos hoje, isso pode variar. Estamos com o cálculo entre 59 e 62.”

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