Secretária critica cobertura jornalística de rebeliões

A secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, condeno a exibição, pela TV Record, do assassinato de três presos durante a rebelião do Centro de Detenção Provisório 2 de Osasco. "Foi uma exposição gratuita de violência às 15 horas", reclamou, exigindo que o trabalho da imprensa não se misture à guerra por audiência. Ela acionou o departamento jurídico para estudar a possibilidade de punir a emissora. Elizabeth é contra a presença da imprensa em rebeliões. Ela diz que diante das câmeras os presos exarcebam o exibicionismo e ainda têm conhecimento do esquema de segurança em montagem para debelar o motim. A secretária diz duvidar que os presos executassem as vítimas em público, se não houvesse jornalistas no local. A secretária defendeu a terceirização de presídios como uma alternativa para reduzir as rebeliões no País. "O modelo em vigência é precário e representa perigo real para presos, visitantes e funcionários", observa Elizabeth, contando que nos dois presídios terceirizados existentes no País, um no Paraná e outro no Ceará, os presos recebem um salário mínimo pela fabricação de móveis. O custo é 40% mais alto do que os R$ 660,00 mensais gastos por presos nas cadeias tradicionais. Mas, em compensação, os presos ficam menos tempo no estabelecimento, com a redução da pena por causa do trabalho. A terceirização mantém a administração nas mãos do Estado, repassando para empresas o trabalho de vigilância interna, assistência médica e psicológica e de alimentação, entre outros serviços. Mas o modelo não pode ser aplicado para grandes presídios como o Carandiru.

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