Seca complica finanças dos municípios do semi-árido

Os prefeitos, principalmente dos municípios do semi-árido, estão reclamando que a situação financeira foi agravada em decorrência da seca. Já há mais de 75 municípios no Piauí que decretaram estado de emergência, dos quais 55 já foram reconhecidos pelo governo do Estado. Os administradores lamentam que tenha havido sucessivas perdas de receitas e constantes aumentos de despesas. "A situação está calamitosa e não temos mais o que fazer. A não ser protestar e tentar negociar as dívidas", diz o prefeito de Floriano, a 244 quilômetros ao sul de Teresina, José Leão (PFL). Os prefeitos organizam movimentos no estado e em Brasília para pedir socorro. Alguns municípios adotaram medidas como expediente único, reduziram o consumo de energia, telefone e combustível. Algumas cidades reduziram um dia no funcionamento administrativo da prefeitura. Todas foram medidas econômicas para conseguir equilibrar receita e despesa. A receita de um município com mais de 56 mil habitantes está por volta de R$ 300 mil.O secretário estadual de Defesa Civil, Flávio Nogueira, afirma que o Estado está tentando minimizar os efeitos da seca com o abastecimento d´água feito através de carros pipas, mas as finanças estaduais estão debilitadas para atender todos os municípios. Cada carro pipa custa em média R$ 2,8 mil por mês. Eles estão captando água até a 100 km de distância do local da distribuição. O governo federal acionou o Exército para fazer a distribuição de água. O trabalho não está sendo feito, entretanto, porque os recursos não foram liberados. Os ministérios da Segurança Alimentar e da Integração Nacional autorizaram o cadastramento das famílias afetadas pela seca para serem atendidas através do cartão alimentação. Este benefício só estará disponível a partir de novembro.

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