Se voltar a se reunir, conselho político não terá PTB e PL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá reeditar as reuniões do conselho político que, durante a campanha eleitoral, teve papel importante na discussão da estratégia vitoriosa para a reeleição de Lula. Mas, segundo o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, PTB e PL ficariam de fora das reuniões.Nesse primeiro momento, participariam o PMDB, o PC do B, o PSB, o PRB e o PV. Garcia afirmou que o PTB e o PL mantêm outro tipo de relação atualmente com o governo, ou seja, são partidos que foram a base aliada, mas não tem apoio formal com cargos definidos no governo para o segundo mandato. Na semana passada, Lula já havia dado sinais de que o PTB precisaria resolver o ´problema´ chamado Roberto Jefferson para integrar o governo de coalizão. Presidente do PTB, Jefferson fez as denúncias que resultaram na crise do mensalão. No caso do PL, o presidente do partido é Valdemar Costa Neto, também envolvido no esquema que renunciou ao cargo de deputado por conta das denúncias. Foi eleito para um novo mandato. "O conselho funcionou com uma certa freqüência e teve um papel político muito importante nas definições dos rumos da campanha", disse nesta segunda-feira o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, após reunião com o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Durante o encontro, segundo ele, foi discutida a possibilidade de o governo voltar a reunir o conselho político, embora com uma modificação na lista dos participantes. Ele explicou que a idéia é reunir os presidentes dos partidos aliados. Garcia discutiu com Tarso a forma de relacionamento que o PT terá com o presidente Lula no segundo mandato e não a distribuição de cargos. "O PT não tem espaço originais no governo. Não haverá problemas para abrir lugar para aliados. Até espaços que originalmente foram ocupados pelo PT, já foram alterados", disse o presidente interino do partido. "Ministérios que foram do PT deixaram de ser", observou. Garcia disse também que a articulação para definição de cargos no governo obedece a orientação definida por meio de uma declaração política do presidente Lula em defesa de um governo de coalizão. "Queremos um governo de coalizão em torno de um programa", disse. Segundo ele, a questão programática é essencial e todos os partidos têm quadros qualificados e o PT, também.

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