"Se tom do conflito subir, reação do governo subirá, diz ministro

O governo federal usará seu monopólio legal de força e seus serviços de inteligência e informação para evitar e reprimir qualquer ato de incitamento ao conflito entre sem-terra e ruralistas. "Não admitiremos que as palavras se transformem em ações", disse o ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ao comentar as declarações do líder do MST, João Pedro Stédile, que declarou na quarta-feira que os sem-terra são um exército e os latifundiários os inimigos. Thomaz Bastos comentou a polêmica quando participava, nesta sexta-feira, da abertura de uma reunião da Agência Integrada de Segurança Pública em Porto Alegre. "Se o tom desse conflito subir, a reação do governo subirá também", prometeu, deixando claro que falava em seu nome e também autorizado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. "Os atos, fatos, ações ou atitudes que possam quebrar a legalidade serão reprimidos com severidade", ressaltou o ministro, para lembrar que "ninguém, nem os ruralistas, nem os sem-terra, nem qualquer outro tipo de pessoa pode agir fora dos limites do lei".Thomaz Bastos destacou que se houver um recrudescimento de ambas as partes o governo vai endurecer a sua posição. "Dentro da lei se pode protestar, se pode lutar contra as carências e pela inclusão social", reconheceu. "Fora da lei nós não permitiremos", insistiu.

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