Se Temer se afastar, assumo PMDB, diz Raupp

Segundo o senador, vice-presidente, que também acumula as funções da Secretaria de Relações Institucionais, irá anunciar a sua posição na próxima segunda

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 17h35

BRASÍLIA  O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse nesta quinta-feira, 9, que vai assumir a presidência do PMDB caso o vice-presidente, Michel Temer, decida se licenciar do cargo para se dedicar exclusivamente à articulação política do governo. Segundo o senador, Temer irá anunciar a sua posição na próxima segunda-feira. 


Questionado se o fato de ser um dos investigados na Operação Lava Jato não causava constrangimento para assumir o posto, Raupp negou as acusações de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás e disse que não vai "interromper" a sua vida pública por causa de uma "denúncia vazia". 


"Todas as doações foram legais. Eu não vou interromper a minha vida pública por causa de uma denúncia vazia. Não tem nenhuma prova", disse ao ser questionado sobre se assumiria o comando do PMDB. 


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir um inquérito contra Raupp para investigar o pagamento de R$ 500 mil para a sua campanha ao Senado em 2010 que teria sido intermediado pelo doleiro Alberto Youssef. 


O fato de ser um dos investigados pelo STF fez com que Raupp hesitasse, num primeiro momento, em assumir o posto. Ele, no entanto, é o quadro natural, já que ocupa a primeira vice-presidência do partido. Caso não aceitasse, o nome mais cotado era o do senador Romero Jucá (RR), que também está na lista dos investigados pelos desvios na Petrobrás. 

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