Se STF mandar, Lula deverá extraditar Battisti, diz Mendes

Afirmação coloca o presidente so STF em confronto com o Planalto, que defende a permanência do italiano

24 de março de 2009 | 11h37

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, voltou a dizer nesta terça-feira, 24, que se o STF decidir pela extradição do ex-extremista italiano Cesare Battisti, "a decisão será compulsória e o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) deverá executá-la".

 

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A afirmação foi feita em sabatina do jornal Folha de S. Paulo e coloca Mendes, mais uma vez, em confronto com o Palácio do Planalto. Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, Lula já fez chegar à corte o recado de que, se ficar com a decisão final, não remeterá o ex-ativista para a Itália, mesmo que tenha de contrariar decisão do Supremo.

 

Battisti foi condenado por quatro homicídios, cometidos quando era da organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Ele alega inocência e que sua condenação foi política. Ganhou o status de refugiado do ministro Tarso Genro (Justiça).

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