Se soubesse de algum ilícito Dilma teria tomado providências, diz Coutinho à CPI

À comissão parlamentar que apura desvios na Petrobrás, presidente do BNDES defende gestões anteriores e diz que estatal é 'vítima'

Eduardo Rodrigues, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho , O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 19h09

Brasília – Em  depoimento à CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse nesta quinta-feira, 16, que se os desvios na Petrobrás tivessem sido identificados anteriormente, o conselho de administração da empresa teria tomado as providências necessárias. “Se presidente Dilma Rousseff tivesse tido conhecimento de qualquer ilícito, ela teria tomado providências”, afirmou.

Coutinho disse ainda que a Petrobrás é vítima, e não protagonista, dos desvios descobertos pela Operação Lava Jato. Ele repetiu o discurso dos ex-presidentes da estatal, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, de que os casos de corrupção envolvendo diretores da empresa ocorreram fora da estatal.

“Os ilícitos não ocorreram dentro da Petrobrás. Se aconteceu algo interno, foi algo circunscrito àquele grupo. A empresa está fazendo o seu melhor esforço para sanear essa questão da corrupção”, completou.

Aos deputados, o presidente do BNDES disse que nunca teve reunião individual com Ricardo Pessoa, presidente da UTC - uma das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato. Anotações do empresário indicam que ele teria sido avisado por Coutinho de que o então tesoureiro da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva, procuraria a UTC para pedir doações para a corrida eleitoral.

Coutinho, no entanto, alegou ter encontrado o executivo apenas em reuniões do consórcio responsável pelas obras do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). “O objetivo da reunião era discutir o financiamento para a conclusão das obras em Viracopos”, afirmou.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.