André Coelho/ EFE
André Coelho/ EFE

Se partido não for aprovado até março, Bolsonaro fica 'fora' da eleição municipal

Presidente diz aguardar decisão do TSE sobre coleta eletrônica de assinaturas

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 10h02

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 21, que não "entra" na eleição para prefeito e vereadores em 2020, caso a criação do partido Aliança Pelo Brasil não seja aprovada até março. "Se for possível a (coleta de assinaturas para criação da legenda) eletrônica, a gente forma um partido para março. Se não for possível, eu não vou entrar em disputas municipais no ano que vem, estou fora."

Crítico do voto eletrônico, Bolsonaro questionou: "Estamos aguardando decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se pode a coleta de assinatura eletrônica. O voto pode, assinatura não pode? De acordo com a decisão, a gente vai saber se forma para março ou para o final do ano que vem", afirmou o presidente.

Em parecer enviado na terça-feira, 19, ao TSE, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos. Para Jacques, todo o esforço na Justiça Eleitoral é “devotado ao tratamento dos documentos em papel”.

Sem ministros

Bolsonaro disse que nenhum ministro de seu governo entrará no novo partido. "Nós não vamos ter a participação do governo na criação do partido. Para evitar a interpretação equivocada de que eu estou usando a máquina pública para formar o partido. Zero."

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é membro do PSL, sigla com a qual  Bolsonaro rompeu para criar um partido próprio.

O presidente deve participar de convenção do Aliança Pelo Brasil nesta quinta, quando será apresentado o estatuto da sigla. "A gente vai cumprir realmente o que está no estatuto, respeitar a legislação. O partido tem que estar, no meu entender, voltado para as suas atribuições legais. É fiscalizar Executivo, apresentar projetos, legislar", disse.

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