Se os 'demos' forem contra a CPMF, é problema deles, diz Lula

Presidente minimiza oposição à prorrogação e diz que governo votará proposta no Senado 'como na Câmara'

Leonencio Nossa, do Estadão

18 de outubro de 2007 | 14h17

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta quinta-feira, 18, que o governo não pretende ceder, no Congresso, em relação à votação da proposta de emenda constitucional que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ao mesmo tempo, o presidente minimizou a importância da oposição do DEM (ex-PFL) à prorrogação. "Se os 'demos' estão dizendo que vão fechar questão (contra a emenda) é um problema deles", disse Lula, rindo, durante entrevista coletiva após almoço com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.   A uma pergunta sobre propostas levantadas no Senado para reduzir a alíquota da CPMF e isentar da cobrança quem ganha até R$ 1.200,00 ou até R$ 1.700,00, Lula respondeu: "Não tem condicionante. Nós queremos votar (no Senado) a CPMF do jeito que ela foi aprovada na Câmara", afirmou.   O presidente voltou a pedir "serenidade" e "responsabilidade" aos senadores na discussão da emenda que prorroga a CPMF. Disse que não há como, "em um passe de mágica", cortar do Orçamento R$ 40 bilhões anuais - valor estimado da arrecadação da CPMF para o ano de 2008.   Lula disse que os senadores sabem que não é possível cortar recursos destinados a salários e custeio. "Não é possível. Eu já disse: a CPMF não é um problema do presidente da República, não é uma necessidade do presidente Lula, mas do Brasil."

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