Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Se Flávio é responsável por conduta criminosa, tem que responder', diz líder do PSL

Mesmo sendo a favor do fim do foro privilegiado, Delegado Waldir disse que, enquanto houver a prerrogativa na Constituição, filho de Jair Bolsonaro tem o direito de usá-la

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 10h30

BRASÍLIA - O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), defendeu a prerrogativa do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão das investigações do Ministério Público do Rio relativas ao ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. O pedido foi atendido ontem pelo ministro Luiz Fux.

Waldir declarou que ninguém, nem mesmo Jair Bolsonaro, "vai passar a mão na cabeça" do filho do presidente se houver alguma conduta criminosa. "Se o Flávio é responsável por alguma conduta equivocada, errada, criminosa, ele tem que responder por isso, ninguém vai passar a mão na cabeça dele. Quem erra paga o preço pelo seu erro", disse o líder do partido ao Estadão/ Broadcast Político.

Mesmo sendo a favor do fim do foro privilegiado para todas as autoridades do País, o deputado disse que, enquanto houver a prerrogativa na Constituição, Flávio tem o direito de usá-la. "Não podemos rasgar a nossa Constituição. Não vivemos numa democracia? Não era isso que se pregava até ontem? Ir ao STF é uma ferramente da democracia. Se o Lula usa, se qualquer criminoso usa, e as pessoas que ainda não são indiciadas têm direito de usar, se tem um abuso de autoridade e pode se configurar nesse caso, tem que ser usado."

Para o parlamentar, delegado licenciado da Polícia Civil, o Ministério Público precisa ter um "freio" ao conduzir investigações. "Acho que temos que ter um limite, um freio, aquele que acusa tem que mostrar provas, não pode ficar torrando a imagem de uma pessoa sem provas e só com base em informações", declarou, lembrando que o Congresso chegou a discutir um projeto de lei que punia investigadores por abuso de autoridade.

O líder do partido de Jair Bolsonaro minimizou o impacto da polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro no governo. "O efeito é zero, não há nenhuma influência no PSL e com o presidente da República."

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