''''Se necessário, faremos sessões extras'''', diz Chinaglia

Ele prevê tramitação mais rápida na Câmara caso projeto da CPMF tenha de voltar à Casa

Gustavo Porto, O Estadao de S.Paulo

20 Outubro 2007 | 00h00

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou ontem que, se necessário, fará sessões extraordinárias para a aprovação da emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011, caso o projeto seja alterado no Senado e tenha que voltar à apreciação dos deputados. "Na nossa legislatura, nós fizemos mais sessões extraordinárias do que ordinárias e é claro que, quando é algo de interesse para o País, nós imprimimos um ritmo ainda maior e, se necessário, faremos sessões extraordinárias", disse Chinaglia, que participou ontem da cerimônia de inauguração da destilaria de álcool, na cidade de Tanabi, região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.O petista admitiu que o projeto de emenda constitucional da CMPF deve tramitar com lentidão no Senado, caso a oposição mantenha a tática de obstruir os trabalhos. "Na Câmara houve uma demora maior em função da dura obstrução, principalmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e se houver esta obstrução também no Senado, vai ser difícil agir com rapidez ali", disse.Chinaglia defendeu a aprovação da prorrogação da CPMF e criticou a possibilidade de uma divisão da arrecadação entre Estados e municípios. "Se você faz a repartição entre Estados e municípios, aí vira imposto."Para o presidente da Câmara, o PT não deve exigir na Justiça os mandatos de parlamentares que deixaram o partido, como foi o caso da vereadora paulistana Soninha Francine. "Eu acho que o partido não deve reivindicar porque quem não se identifica é até bom que saia, porque a fidelidade se dá no plano político e ideológico."

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