Se greve for suspensa, presidente do Incra não cortará ponto

Ponto se refere ao mês de junho; funcionários do instituto estão paralisados desde o dia 22 de maio

Agência Brasil,

16 de julho de 2007 | 12h16

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, afirmou nesta segunda-feira, 16, em entrevista à Agência Brasil, que se os servidores grevistas voltarem a trabalhar não haverá corte de ponto do mês de junho.   "Descontamos o salário de 621 servidores, relativos a maio, e o fechamento da folha de junho se dá esta semana. Se for fechado um acordo amanhã, não haverá desconto em folha, mas se os servidores não voltarem a trabalhar [isso] vai acontecer".   Nesta terça-feira, a categoria se reúne com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira, para negociar um reajuste salarial.   "Os servidores estão negociando com o Ministério do Planejamento. O governo fez uma proposta e eles estão analisando. Amanhã à noite vai ter uma reunião [na qual] espero que haja algum acordo para a retomada do trabalho e o fortalecimento do Incra".   Os servidores do Incra estão em greve desde o dia 22 de maio. Eles pedem isonomia salarial com outras categorias do serviço público, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e o Instituto de Pesquisa econômica Aplicada (Ipea).   Segundo Hackbart, a greve está afetando o repasse de crédito para as famílias assentadas no ano passado. "O Incra está parado. Estamos com mais de R$120 milhões em crédito para os assentados do ano passado, mas não estamos tendo condição de cumprir essa pauta. Por isso que a negociação de amanhã é decisiva".  

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