'Se governo se fizer de morto, perderá CSS no Senado', diz líder

Renato Casagrande diz que discussão do novo imposto na Casa será 'tensa', como foi a da CPMF

da Redação

12 de junho de 2008 | 12h27

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse nesta quinta-feira, 12, que se o governo "se fizer de morto" como fez na Câmara, a CSS não passará no Senado. " O governo se fingiu de morto na Câmara, e se o governo não entrar articulando no Senado, vai perder a CSS", disse o senador da base aliada em entrevista à rádio Eldorado. Após muita discussão, a Câmara dos Deputados aprovou a nova CPMF na última quarta-feira, com um placar apertado. A aprovação exigia 257 votos e o governo obteve 259 votos.   Veja Também: Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Dê sua opinião sobre a aprovação da nova CPMF na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMF Entenda a Emenda 29  Entenda a cobrança da CPMF      Para Casagrande, a expectativa é de que a votação da CSS "seja tensa e pesado, assim como foi a da CPMF no ano passado. No entanto, ele não divulgou sua posição. "Tenho minhas resistências em votar, estou avaliando ainda".     Ele defendeu ainda o debate do novo imposto na reforma tributária. "Acho inoportuno a criação de um imposto nesta fase".   O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a oposição não terá pressa em votar a matéria da CSS e que a votação deve ficar para agosto. "A matéria ainda tem que passar pela Comissão de Constituição e Justiça. Teremos sim votos suficientes para derrotar o governo", disse, também em entrevista à Eldorado.   Dias disse também que pode levar o caso ao Supremo, caso o tributo seja aprovado no Senado. "Se a CSS passar pelo Senado, será uma surpresa para mim. Mas, se passar, ainda temos o Supremo Tribunal Federal, já que esta matéria é inconstitucional".   O líder do PSDB no Senado Federal, Arthur Virgílio (AM), também criticou o tributo e disse que o governo "pode tirar o cavalo da chuva" porque a Contribuição Social para a Saúde (CSS) não passa na Casa. O senador, que participa do Congresso da Indústria, realizado na Capital, destacou: "Nós não vamos deixar passar a CSS no Senado, ela é inconstitucional, não passa pelo Supremo e o Governo não precisa desses recursos".   Artur Virgílio, que arrancou muitos aplausos da platéia, formada por mais de 3 mil empresários, disse também que toda a bancada do PSDB e de outros partidos da oposição, além de uma parte substantiva de senadores da própria base governista, também irão votar contra essa nova contribuição. "O Senado já disse "não" ao aumento da carga tributária, derrubando a CPMF, e eu asseguro que seja no número (de votos), ou na Justiça, a CSS não vai passar", declarou.   (Com Elizabeth Lopes, da AE)

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