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João Mattos/BRAZIL PHOTO PRESS
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'Se for efetivado o convite, a gente assume a tarefa', diz Jaques Wagner sobre Casa Civil

Ministro da Defesa mostrou disposição para comandar a pasta; Aloizio Mercadante vai assumir Educação na reforma de Dilma

Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2015 | 11h16

Atualizada às 14h01

Brasília - Já em tom de novo ministro da Casa Civil, o atual chefe da Defesa, Jaques Wagner, disse nesta quarta-feira, 30, que vai deixar a pasta com tristeza se for efetivado o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir o posto ocupado hoje por Aloizio Mercadante. Ele assegurou que vai aceitar, caso haja o chamado da presidente, e falou em desgaste do posto de Mercadante.

Depois de participar de audiência pública na Câmara, onde já recebeu cumprimentos de deputados pelo possível convite, Wagner disse que foi informado por assessores que Dilma havia feito uma ligação para ele enquanto falava aos parlamentares, mas que não sabia o motivo do contato. 

Nesta quarta, a presidente Dilma Rousseff decidiu substituir Mercadante na reforma da equipe ministerial. A informação sobre a troca na Casa Civil foi confirmada ao Estado por dois interlocutores da presidente.

"Eu não vou negar, se for formalizado o convite, vou cumprir minha missão, mas deixo a pasta com tristeza, porque eu vislumbrava uma caminhada, ainda há muita coisa pra gente melhorar", afirmou o petista, que já fala inclusive sobre a atuação da Casa Civil. De acordo com Wagner, a nova formatação ministerial desenhada por Dilma deve trazer uma diferenciação mais clara entre as funções da Casa Civil e da pasta de Relações Institucionais, que deve passar a se chamar Secretaria de Governo.

Segundo ele, a principal função da Casa Civil é a normatização de programas de governo, enquanto a Secretaria de Governo ficaria focada na articulação política. "Isso vai azeitar a relação, porque não pode ter duas, três cabeças fazendo o mesmo processo de negociação", disse.

O ministro ainda teceu elogios a Mercadante, que deve deixar o posto para ser novamente titular do Ministério da Educação. "Eu o considero um colaborador da mais alta qualidade, lealdade e competência", disse, ao comentar o desgaste que o colega teria sofrido à frente da pasta. "O cargo carrega em si toda essa questão do eventual desgaste, mas ela (Dilma) tem nele um colaborador que ela confia bastante".

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