Pedro Venceslau/Estadão
Pedro Venceslau/Estadão

'Se estou aqui, devo a ele', diz Doria sobre Alckmin

Durante seminário de gestão promovido pela gestão Doria, prefeito e governador trocam elogios e falam em amizade indivisível; tucanos voltam a defender compromisso do PSDB com reformas

Daniel Weterman e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2017 | 16h17

SÃO PAULO - Após uma semana marcada por desencontros sobre a ação na Cracolândia, o prefeito João Doria e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, participam juntos na manhã deste sabado, 27, de um seminário sobre gestão promovido pela Prefeitura em um hotel da capital paulista. 

Os dois trocaram elogios e reforçaram o discurso do PSDB de compromisso com as reformas diante da crise pela qual passa o presidente Michel Temer (PMDB). Enquanto Alckmin disse que o compromisso não era com o governo, mas com o País, Doria afirmou que é preciso "proteger" o Brasil e que não é momento de eleição.

Na fala de abertura, Doria fez afagos ao padrinho politico. "Se estou aqui, devo a ele, que foi o grande avalista das prévias. Nossa relação é indivisível" disse o prefeito, ressaltando os 38 anos de amizade com o governador. Ele afirmou que a relação entre os dois não era ancorada em questões políticas, mas na amizade e que isso não poderia ser quebrado por qualquer circustância. 

O prefeito da capital elogiou nominalmente, além de Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), com quem se encontrou no apartamento de FHC na última quinta-feira.

Falando sobre o momento atual do País, Doria repetiu um jargão do governador e disse que é preciso "proteger o Brasil" e, no caso de São Paulo, isso se faz com gestão. Doria afirmou que é preciso encarar a realidade do País com o "bom senso" que têm Alckmin, Jereissati e FHC. Doria encerrou sua fala dizendo que o momento "nao é de eleição, mas de gestão". 

Já o goverandor, durante a fala direcionada a prefeitos e vereadores de outras cidades e Estados que participam do evento, devolveu os elogios e disse que Doria é um "exemplo" quando o assunto é dar sentido de pertencimento à cidade. Ele também voltou a reforçar o compromisso do PSDB com as reformas diante da crise nacional. "Não temos compromisso com o governo, temos compromisso com o Brasil, com as reformas, com a retomada do crescimento econômico", frisou.

Saída. Prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, defendeu que o PSDB deixe o governo Miche Temer e apresente o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a disputa indireta. "O PSDB deve abandonar o governo Temer. Defendo eleição indireta. Meu candidato é o FHC", disse. 

Ainda segundo Morando, apoiar uma eventual candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DERM-RJ), seria um erro. "Apoiar Maia em caso de eleição indireta seria cair no mesmo erro que foi apoiar o Temer. Vamos tirar um cara da Lava Jato para colocar outro”. 

 

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