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Se empossada, Roseana cogita entregar governo a seu vice

Beneficiada pela decisão do TSE, peemedebista fará cirurgia no cérebro

Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

05 de março de 2009 | 00h00

Com a cassação de Jackson Lago, o PMDB já contabiliza o comando de um terço dos 27 Estados, mas a volta do clã Sarney ao poder no Maranhão vai demorar um pouco mais. Segunda colocada na eleição de 2006, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) passará a seu vice João Alberto de Souza, também do PMDB, a tarefa de tocar o governo até que ela se recupere de uma cirurgia para a retirada de um aneurisma cerebral. "Não vou deixar de operar para assumir o governo", resumiu a senadora, que acompanhou de casa, pela TV, o julgamento.Roseana disse que não há desconforto em assumir o governo por decisão judicial. "Todas as pesquisas eleitorais mostraram o tempo todo que o povo preferia meu nome e, ainda hoje, me apontam como melhor governadora que o Estado teve." Embora já tenham transcorrido mais de dois anos de administração Lago, ela não se queixa da demora da Justiça Eleitoral e avisa que não fará caça às bruxas.OLIGARQUIAPara rebater a tese de que sua volta ao poder significa o restabelecimento do clã Sarney no Estado, Roseana disse: "Sempre enfrentei muito preconceito e fui acusada de vir de uma oligarquia política, mas nunca fui filhinha de papai, que se elegeu com o sobrenome."Ela lembra que fez política estudantil, lutou pelas diretas para presidente, pelos direitos dos partidos de esquerda e foi a deputada mais votada do Estado e a primeira governadora do País. "Tive de ralar muito para chegar até aqui", diz ela.Roseana também faz questão de frisar que a última eleição que seu pai disputou no Maranhão foi em 1978, para o Senado. Depois da passagem pela Presidência, José Sarney assumiu a cadeira de senador pelo Amapá. "Ele está afastado do Maranhão há muito tempo."

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