Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Se eleito, Alckmin diz que vai manter ministério da Segurança

Governador paulista e pré-candidato à Presidência do PSDB participou de reunião entre governadores e o presidente Michel Temer

Carla Araújo, Renan Truffi, Igor Gadelha e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 17h17

BRASÍLIA - Após participar de reunião com o presidente Michel Temer e outros govenadores para tratar de segurança nesta quinta-feira, o governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou que, "se eleito", vai manter o recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública. "Claro. Vamos manter", afirmou, após o evento no Palácio do Planalto. 

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Alckmin disse ainda que a reunião "foi um primeiro passo" para melhorar a situação da segurança no País e afirmou que fez algumas sugestões durante o encontro, como a construção de centro de detenção penitenciária para presos provisórios. "Sugeri também a (criação) da Agência Nacional de Inteligência", afirmou, sem detalhar que diferença ela teria em relação à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). 

Segundo o governador, a linha do BNDES Segurança - que foi anunciada pelo governo federal - vai ajudar a equacionar a questão previdenciária. "(A reunião) Foi um primeiro passo, mas o primeiro passo na direção correta, pois não pode haver um sistema de segurança bom se não tiver um bom sistema penitenciário", destacou o governador. 

O governador destacou ainda que um dos principais problemas da segurança é a questão do tráfico de drogas e armas e que, "com 17 mil quilômetros de fronteira seca, é dificílimo enfrentar isso". "A não ser com tecnologia, informação, inteligência e uma ação diplomática", disse, salientando que o crime "ultrapassa fronteiras".

Alckmin disse ainda que é preciso discutir o modelo institucional da segurança, "trazendo municípios para uma participação mais efetiva". "Já estamos trazendo a União para enfrentar uma questão de um País continental".

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