Se eleição fosse hoje, Marta estaria fora da disputa em SP

Sem a ex-prefeita, PT tende a escolher entre Arlindo Chinaglia, Jilmar Tatto e José Eduardo Cardozo

O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2007 | 00h00

Se as eleições fossem hoje, a ministra do Turismo e ex-prefeita Marta Suplicy não estaria na disputa pela prefeitura de São Paulo. Ela tem expectativa de uma candidatura ao governo do Estado ou até à Presidência da República e não quer correr o risco de uma nova derrota. Em 2004, Marta deixou escapar a reeleição e foi vencida pelo atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB).No lugar de Marta, o PT busca um nome competitivo, mas a decisão vai depender do resultado da eleição para a presidência do partido, em dezembro próximo. Dois candidatos ao comando da legenda são também pré-candidatos à prefeitura: os deputados Jilmar Tatto e José Eduardo Martins Cardozo. Outra alternativa, com grandes chances de levar a candidatura de fato, é o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Embora os dois petistas neguem, Chinaglia e Tatto tendem a se unir em um acordo para o futuro. O presidente da Câmara apoiará a candidatura de Tatto à presidência do PT e Tatto, se sair vitorioso da disputa, trabalhará pela candidatura de Chinaglia à prefeitura. As alianças do PT também dependerão do candidato escolhido para concorrer à prefeitura. As opções são uma composição com o PP do ex-prefeito Paulo Maluf, o PTB e o PMDB ou a tentativa de uma aliança com PSB, PC do B e PDT. Socialistas, comunistas e pedetistas têm planos de lançar uma candidatura própria em São Paulo, a ser escolhida entre os deputados Aldo Rebelo (PC do B), Paulo Pereira da Silva (PDT) e Luiza Erundina (PSB). Se candidatos, Chinaglia e Rebelo repetiriam a disputa pela presidência da Câmara no início do ano, vencida pelo petista.Se a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dividida, seus adversários também ainda não se entenderam quando à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A preferência de Serra pelo apoio do PSDB à reeleição de Kassab esbarra na movimentação do ex-governador tucano Geraldo Alckmin de se lançar candidato. O DEM não aceita abrir mão da candidatura de Kassab, diz o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Com 45% de aprovação com ótimo e bom, que mostram nossas pesquisas, não dá para o Kassab não ser candidato", afirma o deputado.Independente dos nomes que chegarão à campanha, São Paulo é uma das poucas capitais onde o presidente Lula deverá ter participação ativa na campanha eleitoral, já que a tendência é a polarização entre o candidato petista e um candidato da oposição ao governo federal. No PT, José Eduardo Cardozo tem candidatura "independente" tanto para a presidência do partido quando para a prefeitura. "É muito importante que o PT tenha uma estratégia que seja uma antecipação para a eleição de 2010, de união prioritária com os partidos de centro-esquerda. Não tem sentido uma disputa com o PC do B, o PSB, o PDT", diz Cardozo, em uma tentativa de evitar as divisões da base do governo Lula não apenas na capital paulista.

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