Se confirmada, espionagem é 'econômica e estratégica', diz Dilma

Presidente da República comentou, em nota, as denúncias de que a Petrobras tenha sido alvo de espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, em inglês)

Laís Alegretti e Ricardo Della Coletta, Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 18h16

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou, por meio de nota, que, se as denúncias de que os Estados Unidos usaram aparato de espionagem para obter informações da Petrobrás forem confirmadas, ficará claro que as motivações para a violação são econômicas e estratégicas.

"Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos", disse a presidente, em nota divulgada nesta segunda-feira, 9.

Na nota, a presidente afirma que a Petrobras "sem dúvida" não representa uma ameaça à segurança de qualquer país, mas, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro.

Dilma disse também que o governo brasileiro está empenhado em obter esclarecimentos do governo americano sobre todas as violações "eventualmente praticadas", além de "exigir medidas concretas que afastem em definitivo a possibilidade de espionagem ofensiva aos direitos humanos, à nossa soberania e aos nossos interesses econômicos".

A presidente afirmou, ainda, que tentativas de violação e espionagem não são compatíveis com a convivência democrática entre países amigos. "De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas."

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