Jefferson Rudy|Agência Senado
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‘Se centro sair fragmentado, teremos dificuldade de ir para o 2º turno’, diz Tasso Jereissati

Apesar de adiamento do resultado das prévias do PSDB e tensão na disputa, senador avalia que prévias ajudaram a 'acender' o partido, que 'estava encolhido'

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2021 | 09h16

BRASÍLIA - Diante do impasse nas prévias do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE),  ex-presidente nacional do partido, defende o “bom senso” para que o centro não se divida em várias candidaturas presidenciais em 2022. Para Tasso, isso poderá custar a presença no segundo turno do candidato do grupo.

“Acho que, se sair fragmentada, essa candidatura de centro vai ter problemas para ir para o segundo turno”, disse Tasso ao Estadão. “Espero que haja bom senso daqui até abril para que aqueles que estão menos favorecidos nas pesquisas possam se juntar no segundo turno numa candidatura só”, avaliou o senador, que defendeu a escolha do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para ser o nome tucano na corrida presidencial. 

A consulta interna aos filiados foi suspensa, ontem, após problemas no aplicativo usado na votação. O PSDB ainda aguarda um relatório técnico para definir quando as prévias poderão ser retomadas.

Tasso considera “legítima” a disposição do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de se apresentar como um dos pré-candidatos da chamada terceira via. “Ele tem esse direito de se candidatar. Se sobressaiu em determinado momento e a candidatura dele é legítima”, disse.

A preocupação de Tasso é justamente com o excesso de candidaturas com perfil de centro, como a do PSDB, além da de Moro, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Luiz Felipe d’Ávila, entre outros. “Se saírem várias candidaturas desse tipo, eu acho que é difícil chegar no segundo turno”, previu.

Sobre a possibilidade de o PSDB vir, eventualmente, a apoiar Moro, Tasso acredita ser muito cedo para discutir e até avaliar esse assunto.

Para o senador cearense, o PSDB dá um passo importante com a realização das prévias presidenciais. Ele acredita que o processo, que tem disputa acirrada entre Leite e o governador de São Paulo, João Doria, serviu para “acender” a militância tucana. E reconhece que, até então, o PSDB “estava encolhido”.

“A disputa é boa. O que se pretendia com as prévias era fazer com que a militância voltasse a se integrar, a participar. Eu acho que isso foi despertado. Sem dúvida nenhuma despertou a militância”, afirmou.

“O partido estava encolhido. Evidentemente que, com os últimos resultados que tivemos, houve um certo adormecimento do partido. Mas eu acho que as prévias estão acendendo o partido."

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