André Dusek|Estadão
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Se a reforma da Previdência for aprovada, taxa de juros será de menos de 10%, diz Maia

Atual presidente da Câmara dos Deputados também defende a aprovação da reforma trabalhista, mas se mostoru cético quanto ao andamento da reforma tributária

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2017 | 19h49

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), previu nesta segunda-feira, 2, em entrevista coletiva, que a taxa básica de juros no Brasil poderá cair para abaixo de dois dígitos até o final de 2017, caso a PEC da reforma da previdência seja aprovada pelo Congresso Nacional.

"Até o final do ano, teremos uma taxa de juros de menos de 10%. A inflação já caiu. A taxa de juros não cai porque o Estado gasta mais do que arrecada. No dia em que a gente conseguir aprovar uma reforma da Previdência e continuar reequilibrando as contas, vamos ter uma taxa de juros de país normal, de país desenvolvido", afirmou.

Maia previu que a PEC da reforma da previdência deve ser aprovada até março na Câmara e até junho no Senado. A admissibilidade da proposta foi aprovada em dezembro na Câmara. Na volta do recesso parlamentar, deve seguir para comissão especial, que terá até 40 sessões para analisar o mérito da matéria.

Reformas. Na entrevista, Maia também defendeu a aprovação de uma reforma trabalhista, mas se mostrou cético em relação à reforma tributária. Na avaliação dele, uma reforma tributária só será aprovada depois que o governo criar um fundo para compensar Estados que perderão com a unificação de tributos.

"Enquanto o governo federal não tiver condições financeiras - e hoje a gente sabe que não tem - de garantir um fundo com bilhões e bilhões de reais, para garantir que os Estados que vão perder receita no curto prazo sejam automaticamente compensados, do meu ponto de vista, a reforma tributária não tem muita chance de avançar", afirmou Maia.

"Enquanto isso não acontecer, na hora que reforma tributária chegar no plenário, vai acontecer obstrução de deputados ligados a governadores", acrescentou o atual presidente da Câmara na entrevista. 

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