Schering deve recorrer de decisão sobre "pílula de farinha"

O laboratório Schering do Brasil vai recorrer da decisão judicial da 6.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná. De acordo com a sentença, a empresa tem de pagar danos patrimoniais ao menino R.M.F.T., de 4 anos, fruto de uma gravidez indesejada. A mãe do menino, Raquel Maria Ferrari Tonetti, engravidou em 1998 enquanto tomava o anticoncepcional Microvlar. Na época, cartelas do medicamento sem princípio ativo foram distribuídas por engano ao mercado. Essas serviram para testar uma máquina de embalagem.Segundo o gerente de Comunicação da Schering do Brasil, Guilherme Penteado, o anticoncepcional usado por Raquel tinha número de lote e setas azuis na embalagem e foi vendido depois de agosto de 1998. Penteado explicou que essas características demonstram que a pílula que ela usou não pertencia às cartelas de remédio sem princípio ativo, vendidas por engano no primeiro semestre daquele ano. ?O laboratório vai recorrer porque discorda da decisão judicial, mas temos de esperar a notificação oficial para isso?, disse Penteado. Ele ainda lembrou que pílulas anticoncepcionais têm falha de 1%, mesmo que sejam tomadas de acordo com as instruções da bula.Nota oficial da Schering esclarece que todos os produtos produzidos pelo laboratório são aprovados pelo controle de qualidade e só depois são vendidos. No caso de 1998, a empresa considera ter tomado todas as medidas de segurança, diferenciando o material de teste do aprovado para distribuição comercial.

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