SC quer mais proteção na fronteira com Argentina

O diretor técnico da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Mauro Kazmierczak, informou nesta sexta-feira que o Estado implantou três barreiras sanitárias fixas e irá utilizar até quatro unidades móveis para proteger a fronteira com a Argentina contra a febre aftosa. As barreiras estão operando nas cidades de Dionísio Cerqueira, Paraíso e Itapiranga. A ação do governo do Estado, contudo, poderia ser reforçada, defendeu Kazmierczak, para aumentar a proteção ao rebanho de 2,5 milhões de cabeças de gado. "A Polícia Federal ou as Forças Armadas poderiam apoiar a vigilância", comentou o diretor da Cidasc. A Polícia Militar de Santa Catarina acompanha o trabalho dos fiscais da Cidasc, mas sua ação está restrita ao território estadual. "Estamos tomando todos os cuidados pois a imunidade vacinal está declinando", observou. Santa Catarina deixou de vacinar o rebanho no ano passado, junto com o Rio Grande do Sul. Os dois Estados integram o Circuito Pecuário Sul, que estava livre da doença até o registro de aftosa em Jóia (RS), em agosto de 2000, e espera progredir em sua classificação sanitária em 2002. Kazmierczak rejeita a hipótese da volta da imunização no Estado como forma de proteger o gado ao risco representado pelo retorno da aftosa à Argentina. "Nem se cogita a volta da vacinação em Santa Catarina", afirmou. A medida chegou a ser analisada por produtores rurais gaúchos, que depois recuaram desta posição.

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