Saúde vai investir US$ 75 milhões no SUS

O Ministério da Saúde investirá US$ 75 milhões na tentativa de solucionar o problema da falta e precariedade dos equipamentos usados em hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro José Serra está no Japão para fechar um contrato de empréstimo com o Banco Japonês para Cooperação Internacional. Os recursos serão usados na compra de equipamentos para 50 instituições hospitalares do País de natureza pública ou filantrópica. A decisão sobre quais entidades serão beneficiadas pelo Programa de Modernização Gerencial e de Reequipamento Hospitalar foi tomada tendo como base a imensa lista de solicitações já feitas pelos hospitais ao ministério. Desta vez, serão distribuídos equipamentos de alta tecnologia usados no tratamento, diagnóstico e prevenção do câncer. Nem todos, no entanto, serão usados apenas nos setores de oncologia. Muitos serão utilizados também no atendimento primário de áreas como ginecologia e pediatria. Das dez instituições hospitalares do Estado de São Paulo, o Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai ser a que receberá o maior número de itens. Ao todo, serão 15 diferentes equipamentos. "Precisamos disso e muito mais", disse o superintendente do HC da Unicamp, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva. "Isso foi o que o ministério pôde atender de uma demanda reprimida de vários anos." O sistema de hemodinâmica do HC, por exemplo, tem 20 anos e somente agora será renovado. Os aparelhos são usados no cateterismo cardíaco - técnica utilizada para detectar obstruções em veias e artérias e desobstruí-las. Outro equipamento que será recebido pelo hospital é um acelerador linear, usado em radioterapia. "A fábrica do aparelho que temos nem existe mais", contou Silva. Segundo o superintendente, a aquisição vai diminuir o custo dos exames, facilitar a manutenção e acelerar o atendimento. Esta será a primeira vez que o HC da Unicamp, instituição de referência para cem cidades da região de Campinas, receberá equipamentos do Ministério da Saúde. O chefe do setor de Ginecologia Endócrina e Climatério do Hospital São Paulo, Mauro Abi Haidar, afirmou que "os equipamentos chegam com atraso". O hospital, ligado à Universidade Federal de São Paulo, receberá somente um ecógrafo doppler usado em dignósticos de ginecologia e obstetrícia. "Com ele, é possível ver se um tumor é maligno ou não, o que não é possível com um aparelho de ecografia normal", explicou Haidar. "Precisaríamos de um em cada setor de atendimento." O total investido em São Paulo é de US$ 18,7 milhões.

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