Saúde domina programas de Haddad e Serra no rádio

O programa eleitoral do rádio desta segunda-feira, apresentado entre 7h e 7h20, foi dominado por um tema: a participação das Organizações Sociais (OSs) na administração de hospitais e unidades de saúde públicos no município de São Paulo. O programa do candidato do PSDB, José Serra, afirmou que o adversário do PT, Fernando Haddad, pretende extinguir essas parcerias, o que foi negado pelo petista. O programa de Haddad afirmou que ele está sendo vítima de "ataques pessoais e calúnias" na reta final da campanha. O tema gerou polêmica nos últimos dias, com Serra dizendo que o programa de governo de Haddad propõe a extinção dessas parcerias.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 09h09

O programa de Serra foi iniciado por um narrador afirmando que o PT sempre foi contra parcerias da Prefeitura com as OSs na saúde. "O PT votou contra a lei que instituiu a lei das OSs em São Paulo nas duas votações na Câmara. Todos os 11 vereadores da bancada do PT votaram contra as OSs", disse o narrador. Na sequência, ele citou um suposto texto do coordenador da área de saúde do programa petista que critica as OSs. "O coordenador do programa na área de saúde era o vereador Carlos Neder, que sempre foi contra as Organizações Sociais. Inclusive foi esse vereador que escreveu um artigo no blog Saúde Brasil com o título: ''OS, uma praga que veio para ficar''. É assim que o PT chama as OSs: de praga."

Na área de educação, o vice de Serra, Alexandre Schneider, comparou o piso dos professores do ensino municipal com o piso dos professores do ensino universitário federal, chamados de "professores das federais do Haddad" por Schneider.

"O salário do professor universitário do Haddad é de R$ 1.597", afirmou. "O salário do professor municipal que trabalha 40 horas é de R$ 2.600. Ou seja, o professor universitário nas federais do Haddad ganha menos que um professor de creche, de ensino fundamental, de ensino médio da rede municipal de São Paulo".

No programa petista, o próprio Haddad foi ao ar negando ser contra a participação das OSs na administração de hospitais públicos. "Eu nunca disse que acabaria com as OSs na saúde. Além de eu nunca ter dito isso, eu desmenti publicamente, inclusive frente a frente com o Serra, no debate da (TV) Bandeirantes, mas ele continua insistindo", disse o petista. "O que eu disse e digo agora é que nós vamos ter um maior controle de fiscalização de todos esses contratos porque é isso que determina o Tribunal de Contas do Município para garantir um melhor atendimento a população", assegurou.

O petista partiu para o ataque dizendo que Serra defende uma lei estadual que supostamente prevê a "privatização" de 25% dos leitos da rede pública de hospitais. "Pela lei estadual que o Serra está defendendo, esses leitos, que são um quarto dos leitos da cidade de São Paulo, dos hospitais estaduais, vai ficar reservado só para uma parte da população e a outra vai ter que se virar com o restante. Isso equivale a três hospitais, ao invés de construir os três hospitais que eles prometeram em 2008 e não entregaram", criticou o petista.

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