Saúde descredencia 868 hospitais do SUS

O Ministério da Saúde excluiu nesta quinta-feira de seu cadastro 868 hospitais, com um total de 44.292 leitos, que não prestaram serviços nos últimos seis meses a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).O secretário de Assistência à Saúde, Renilson Rehem, garante que não haverá prejuízo à população, pois esses hospitais não vinham atendendo pacientes da rede pública. Agora, disse, o governo terá um número fidedigno de hospitais e leitos conveniados, facilitando o controle e a definição de políticas de saúde pública.Rehem suspeita de que entre os descredenciados existam hospitais que tinham mais de um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e que teriam passado a trabalhar com número unificado ou, então, mudaram a razão social.Ele também levanta a hipótese de que os hospitais mantinham cadastro no SUS apenas para lançar cobranças quando corriam o risco de prejuízos. Por exemplo, o plano de saúde de um paciente não cobria o tratamento, então o hospital repassava a conta para o SUS.De acordo com o secretário, os hospitais ligados a colônias de imigrantes têm de tratar dos fundadores da instituição gratuitamente. Nestes casos, acredita, o hospital também costumava mandar a fatura para o governo.Ciclicamente, o Ministério da Saúde irá atualizar o Banco de Dados Nacional do Sistema de Informações Hospitalares do SUS e excluir as instituições que não estiverem prestando serviços regularmente.Para ser credenciado, o hospital precisará estar integrado ao SUS. Não interessa ao SUS ter no cadastro hospitais que desejem prestar serviços apenas quando for conveniente a eles. O desligamento, publicado nesta quinta no "Diário Oficial da União", poderá ser revisto a qualquer momento, desde que o hospital peça recredenciamento e o governo aceite.

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