Saturnino acertou ao adiar relatório, diz ACM

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) afirmou que acredita que a decisão tomada hoje cedo pelo senador Saturnino Braga (PSB-RJ), de pedir mais prazo para a entrega de seu relatório sobre o caso de violação do painel eletrônico do Senado, foi um "ato de Justiça". "Ele quer mostrar que ainda quer ouvir tudo para fazer um juízo exato", afirmou. Segundo ACM, o processo sobre a violação do painel não deve ter "nem pressa nem demora". O senador baiano frisou que a decisão de Saturnino tem como objetivo demonstrar que ele ainda não tem uma decisão definitiva. O senador também defendeu a necessidade de um espaço para ampla defesa para todos os envolvidos. ACM afirmou que não guardou mágoas de nenhum dos senadores que o questionaram ontem, durante a acareação no Conselho de Ética do Senado, mas criticou a posição do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que, segundo ele, é um "histriônico há muito tempo". ACM também disse que a princípio não concorda que a votação do relatório do senador Saturnino Braga seja aberta, como propôs o senador Ney Suassuna (PMDB-PB). "Não posso concordar, porque as votações são secretas, mas essa será uma decisão dos senadores", afirmou. O senador baiano voltou a afirmar que não acredita na cassação de seu mandato. "Pelo que sei, pelos meus argumentos, não haverá cassação. Acho que o mandato só pode ser cassado pelo povo", disse ACM. O senador garantiu que enfrentará qualquer processo que seja determinado pelo Conselho de Ética da Casa e descartou mais uma vez a possibilidade de renúncia. Segundo ele, a vontade de seu partido é de que ele mantenha o seu mandato para continuar dizendo a verdade. Ele afirmou ainda que ontem, durante a acareação, ficou comprovado mais uma vez que em nenhum momento ele solicitou a ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges para atender o pedido feito pelo senador José Roberto Arruda (sem partido-DF). Na opinião do senador, para aqueles que assistiram à acareação ontem, sua imagem ficou "bem melhorada". "Os que só leram o jornais têm outra imagem", disse o senador.

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