Satisfação do consumidor divide CPI dos planos de saúde

A primeira audiência pública da CPI dos planos de saúde, realizada nesta terça-feira acabou dominada pela dúvida se o consumidor está ou não satisfeito com planos de saúde. Alguns parlamentares citaram a pesquisa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que, no início do ano, verificou que 84% dos usuários estavam satisfeitos. Já o diretor-executivo da Fundação Procon de São Paulo, Gustavo José Marrone de Castro Sampaio, classificou de preocupante o número de queixas que recebe dos consumidores.Sampaio entregou à CPI, criada para investigar denúncias de irregularidades em planos de saúde, uma caixa com dezenas de reclamações de consumidores paulistas. Eles denunciaram planos que não prestaram atendimento, alegando doenças preexistentes e não cumprimento do prazo de carência para urgência e emergência. Também reclamam de descredenciamento de médicos e de reajuste elevado por mudança de faixa etária que acaba forçando os mais idosos a abandonarem o plano.O deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ) questionoo o ranking apresentado pelo Procon, que entre janeiro e abril deste ano, registrou que a Sul América teve 84 reclamações; a Amil, 72; a Med Vida, 64; e a Golden Cross, 57. Para Jefferson, estes números são insignificantes diante do volume de associados que cada plano possui. O presidente da comissão, Henrique Fontana (PT-RS), comparou tais argumentos a de um médico que diz ter operado 200 e só três morreram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.