Satisfação do Cidadão cai, segundo CNT/Sensus

O Índice de Satisfação do Cidadão (ISC) levantado pela pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e pelo Instituto Sensus caiu para 49,6 em julho, contra 50,3 de junho e 49,7 em maio. No detalhamento da pesquisa, o índice de satisfação com o País entre julho e julho caiu de 58 para 57; com o Estado caiu de 62 para 61,5 e com a Cidade manteve-se estável em 61,5. O índice de satisfação com a Situação Econômica Pessoal caiu de 37,75 para 35,75, e com a situação Social manteve-se em 32,25. Quando perguntados sobre se consideravam positivo viver no local onde moram, 72,3% dos entrevistados responderam positivamente em relação a viver no País, 78,6% sobre viver no Estado e 76,4% sobre viver no Município. As avaliações negativas sobre a vida nestas três esferas foi de 13% para o País, 11,5% para o Estado e 14,1% para o município. Mas a avaliação dos respectivos ocupantes de cargo executivo não guarda proporção com estes números. A avaliação positiva dos governadores foi de 37,4%, contra 20,1% de negativas, enquanto as dos prefeitos foi positiva em 44,1% das respostas e negativa em 23,8%. Nos dois casos, a avaliação foi melhor que a do presidente Fernando Henrique, 26,7% positiva e 27,2% negativa.A avaliação da população sobre a situação social do País, entre junho e julho, aponta uma piora na saúde e na educação e pequena melhora nos temas pobreza e violência, segundo a pesquisa CNT/Sensus. Na área da saúde, o número dos que acham que o quadro piorou nos últimos seis meses subiu de 34,4% para 36,8%, enquanto o número dos que viram melhora caiu de 35,1% para 34,2%. Os que acham que a situação ficou igual passaram de 28,4% para 27,5%. Na área da educação, a avaliação de que a situação piorou subiu de 28,2% para 29,9%, e a de que melhorou caiu de 42,6% para 39,9%; nada mudou para 28,1%, enquanto em junho essa resposta era dada por 26,3%. Já na pesquisa sobre violência, houve melhora para 3,4%, contra 2,8% em junho. Uma piora foi apontada por 87,9%, enquanto 89,2% deram essa resposta no mês anterior. O número dos que não viram mudança no quadro passou de 7,4% para 8,3%. Na avaliação da pobreza, o número dos que acham que a situação melhorou subiu de 8,2% para 9,1%, e o dos que piorou passou de 71,7% para 71%. Também ficou estável o universo dos que não viram mudança, que passou de 19,4% para 19,3%.Imposto alto, serviço ruimOs impostos no Brasil foram considerados elevados por 75,6% dos entrevistados na pesquisa CNT/Sensus de julho, e os serviços públicos proporcionados por esses tributos foram classificados como ruins ou péssimos por 42,1% das pessoas ouvidas. Somente 14,1% consideraram os serviços bons ou muito bons, comparativamente à carga tributária, e 38,5% disseram que os serviços são regulares.Apenas 3,8% consideraram os impostos baixos ou muito baixos, e 15,6% não consideraram nem altos nem baixos.

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